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quarta-feira, 30 de março de 2011

CARRIE A ESTRANHA (1976)

Falar sobre clássicos do cinema trata-se de uma grande complicação pois já existem críticos ferrenhos que impuseram ao longo dos anos boas dissertações a respeito da obra portanto é algo diferenciado, Carrie ou conforme nosso titulo por aqui: carrie a estranha é um dos mais renomados horrores da historia do cinema e também motivo de curiosidade pois é um dos poucos filmes de horror (sempre foi classificado neste gênero e eu também defendo) que normalmente conta com admiradores de todos os gêneros, fato que qualquer um que o tenha conferido logo se da conta do porque.



Baseado no primeiro best seller publicado pelo (hoje) mega, super, ultra-escritor de contos de horror, o mestre Stephen King, Carrie narra a historia da adolescente titulo, uma jovem que fora criada praticamente escondida da sociedade pela mãe (Piper Laurie) uma religiosa fanática que nunca mediu esforços para manter a filha completamente à parte das atividades de qualquer adolescente de sua idade, logo na introdução o longa nos apresenta carrie como uma garota desajeitada mas que esconde misteriosos poderes paranormais, porem este fato apenas ajudava com que a garota cursasse um caminho totalmente contra o das garotas de sua época, seu atraso social pode ser medido na seqüência seguinte a introdução onde em uma cena pesadíssima a adolescente sofre a primeira menstruação durante o banho no vestiário da escola e começa a berrar desesperadamente sem se dar conta do que ocorria ali, a situação foi alvo cômico por parte das colegas de classe e acarretou em uma severa punição a todas as garotas envolvidas criando duas diferentes e cruciais situações: Sue (amy Irving) ficou sensibilizada com a situação de Carrie e decidiu fazer com que seu namorado Tommy (William Katt), um dos rapazes mais disputados pelas garotas na escola levasse Carrie no baile de formatura, em contrapartida Chris (Nancy Allen) não aceitou as exigências impostas pela professora de educação física devido á brincadeira com Carrie no vestiário e ficou fora do baile de formatura, ao saber dos bondosos planos de Sue para Carrie a garota junto com seu namorado (John Travolta meses antes de estrear nos cinemas mostrado seus dores dançantes em embalos de sábado à noite, portanto um desconhecido) arquiteta uma cruel vingança a pobre Carrie.


O resultado desta vingança foi uma das mais marcantes seqüências da historia do cinema de horror pois a vingança de Carrie foi algo drástico e aterrador onde nem a própria garota se dava conta do que seus poderes eram capazes, o banho de sangue (literalmente vindo das duas partes) tornou-se uma das mais violentas seqüências da década de 70 e foi severamente criticado por muitos críticos da época, o uso do efeito tridimensional, ou seja, várias telas se abrindo e mostrando várias coisas acontecendo ao mesmo tempo para o espectador foi excepcionalmente utilizado. Voltando para sua casa, tem de enfrentar sua mãe, em outra seqüência espetacular de suspense, terror e violência.

Carrie é o que chamo de um filme completo pois conta com toda a densidade exigida para os grandes e marcantes clássicos porem não deixa de lado o seu lado sombrio, méritos do brilhante diretor Brian de Palma que não se conteve as criticas da época e concebeu a extraordinária seqüência do baile de formatura, foi ainda através de Carrie que de Palma entrou definitivamente no hall de grandes cineastas de Hollywood assumindo projetos de grande orçamento, obviamente que não poderia deixar de citar a magnífica atuação de Sissy Spacek como a sofrida Carrie White, transformando a personagem em um ser totalmente próximo do público e freqüentemente sensibilizando a platéia, o desfecho de Carrie é algo que sempre me aterrorizou desde a 1º vez que conferi o longa, porem na ultima vez que assisti penso que talvez tenha sido desnecessário, imagino Carrie como um desses contos de fadas como a bela adormecida ou a bela e a fera, porem penso que apenas o sonho da donzela não se realizou, apenas aconteceu o contrario, e do ponto de vista da obra original de Stephen King, Carrie nunca foi uma vilã, é apenas uma vitima da sociedade como um todo, ainda assim na minha humilde opinião continuará sendo uma obra que beira a perfeição.



Observação: Este longa ganhou uma curiosa e boa seqüência 22 anos depois intitulada no brasil como 'a maldição de Carrie' onde inclusive retorna a atriz amy Irving no mesmo papel de Sue lidando com uma situação semelhante ao que vemos neste longa.
Carrie a estranha


Carrie a estranha
Título Original: Carrie
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 98 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1976
Estúdio: Redbank Films
Distribuição: United Artists / MGM
Direção: Brian de Palma
Roteiro: Lawrence D. Cohen, baseado em livro de Stephen King
Elenco: Sissy Spacek (Carry White), Piper Laurie (Margaret White), Amy Irving (Sue Snell), William Katt (Tommy Ross), John Travolta (Billy Nolan), Nancy Allen (Chris Hargenson), Betty Buckley (Srta. Collins)

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