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segunda-feira, 8 de abril de 2013

IMAGENS DO ALEM (2008)

A tempos que hollywood já não é a mesma, centenas de filmes americanos são lançados a cada ano, porem nos últimas decadas e em especial de 2000 pra frente, produtores carentes de idéias originais e roteiros bem montados vem utilizando com cada vez mais freqüência a pratica da refilmagem que normalmente acontece de duas maneiras: o remake de um filme já existente e que na visão dos produtores (e na maioria das vezes apenas deles) mereça receber uma nova roupagem ou a refilmagem de uma obra estrangeira, neste ultimo seguimento o que não faltam são exemplos, em se tratando do cinema do horror americano a pratica de realizar refilmagens de filmes orientais de suspense/terror tem ocorrido com cada vez mais freqüência, o chamado (the ring) em 2003 abriu a porteira para diversas outras produções como o grito (the grudge) em 2004, o olho do mal (the eye) em 2007 enfim, poderíamos listar pelo menos mais 10 produções do gênero que normalmente pouco acrescentam alem do clichê basico.

Porem acabei me surpreendendo ao assistir imagens do álem (shutter), refilmagem do excelente espíritos – a morte esta ao seu lado de 2004 (lançado por aqui em 2006 pela imagem filmes), a principio a premissa desta versão americana não destoa muito do original a não ser pelo casal ser americano claro, a historia acompanha os apaixonados recém casados Ben (o canastra Joshua Jackson do seriado frends e outros papéis inexpressivos em filmes como lenda urbana e segundas intenções) e Jane (a pouco expressiva Rachel Taylor) que vão Tokyo para passar a lua de mel, aproveitando a estada, Ben, um requisitado fotografo aproveita para realizar uma sessão de fotos na terra do sol nascente, retornando de uma visita ao monte Fuji ao distrair-se na direção junto com Ben no carro Jane acaba atropelando uma garota na avenida e bate o carro, o problema é que ninguém achou nenhum sinal da garota por perto, conforme os dias vão se passando Jane fica aflita com a possibilidade de ter matado a mesma, porem o tempo vai passando e situações estranhas começam a ocorrer assim como vultos passam a aparecer nas fotos do casal bem como nos trabalhos fotográficos de Ben, diante da situação Jane passa a investigar os fenômenos e descobre a identidade da garota que aparece nas fotos e vem atrapalhando a vida do casal, o que ela não esperava é que esta garota teria muito mais particularidades com a vida do casal do que tudo aparentava.

Do ponto de vista de um filme de suspense/terror este Shutter americanizado se sai muito bem, o diretor japonês Masayuki Ochiai (do bom infexão) impõe um ritmo veloz á trama e não perde muito tempo com detalhes investindo nas tomadas de suspense com uma câmera bastante ágil, devido a isso o longa acaba perdendo muita qualidade na construção da historia já que algumas situações ficam sem explicação e os personagens (incluindo os protagonistas) não conseguem criar uma empatia com o publico, o roteiro de Luke Dawson (que havia feito apenas o fraco new York stories) também deixa a desejar e tem sua parcela de culpa nesta introdução, ainda assim, apesar dos pontos fracos, imagens do alem consegue o feito de ser ao lado do 1º filme da serie: ‘o chamado’ de gore verbinski a melhor adaptação de um terror japonês em terras estadunidenses, Joshua Jackson inclusive merece elogios pela interpretação do fotografo Ben que consegue mostrar as duas faces de quem realmente tinha algo muito grave a esconder na trama, alem de literalmente comer o pão que o diabo amaçou nas mãos da terrivel Masatako.

Sou contra a onda de adaptações de filmes de terror orientais que vem ocorrendo em Hollywood até porque normalmente elas ofuscam totalmente o belo trabalho empregado nos filmes originais como foi o caso de ‘the ring’ filme japonês que deu origem ao pipoca ‘o chamado’ e foi lançado depois do mesmo no Brasil não alcançando o sucesso real, por sorte este não é o caso de imagens do mal, já que a produção tailandesa espíritos – a morte pode estar ao seu lado já esta disponível em DVD por aqui desde 2006, para finalizar, fazendo um comparativo entre as duas obras tampouco acho que imagens do alem seja superior a espíritos, quando digo que me surpreendi foi pela bela edição e o suspense contida nesta obra estadunidense, ainda assim acredito que a obra dirigida pela dupla tailandesa: Banjong Pisanthanakun; Parkpoom Wongpoom continua a ser a referencia.



Imagens do alem 
ano: 2008
Diretor: Masayuki Ochiai
Elenco: Joshua Jackson, Rachael Taylor, Megumi Okina, David Denman, John Hensley.
Produção: Doug Davison, Takashige Ichise, Roy Lee
Roteiro: Luke Dawson
Fotografia: Katsumi Yanagijima
Trilha Sonora: Nathan Barr
Duração: 85 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida

GAROTA INFERNAL (2009)

Muita expectativa foi criada sobre Jenifer’s body ou se preferir garota infernal por aqui, spoilers, cartazes, cenas estratégicas para a TV e finalmente trailers que foram obviamente aumentando conforme o aproximar da estréia americana do longa.
Confesso que esperava algo realmente quente e inovador no gênero do horror, já que a historia tem um Q de inovador, mistura humor negro e sangue nos trailers alem do que se trata do novo roteiro de Diablo Cody que surpreendera a todos concebendo o roteiro do drama adolescente Juno.

Após assistir a garota infernal duas analises ficaram bem claras: a tal Diablo Cody errou claramente na escolha do novo projeto, pois o roteiro é fraco e pífio, e a atriz sexy simbol Megan Fox, se pensa em um futuro dentro do cinema definitivamente deve mudar os projetos que vem fazendo, agora vamos ao filme de fato.
Me senti enganado logo nos primeiros minutos da projeção, diferentemente do que o trailer nos mostra, garota infernal trata-se de um filme teen ou seja, para o publico adolescente, e desde sua introdução até o desenrolar da trama o que temos é um festival de desfiles de futilidades egocêntricas da geração crepúsculo e lua nova, não que eu seja velho ou mesmo saudosista, mas os clichês de right school musical e hanna montana são sofríveis a quem esperava um filme de horror com pitadas de humor negro, as ações dos personagens beiram o infantil e irritante, é um dos poucos filmes pelo qual eu desprezo todo o elenco da trama, e esse é um mal sinal amigos.

Sobre o roteiro não a nada de muito diferente dos filmes que citei acima, a diferença crucial trata-se do longa envolver uma garota (Megan Fox) que dominada pelo demônio após um ritual satânico passa a se alimentar de seres humanos, e claro, sendo racional ao mínimo uma puta gostosa como a personagem de Megan Fox teria facilidade maior de utilizar como preza jovens estudantes na flor da idade com os hormônios a mil?, pois é ai matamos a charada, pois eles são as prezas da colegial endemoniada que nenhuma dificuldade encontra para consumar os fatos e transformar as vidas da pequena cidade de  devil’s kettle falls literalmente em um inferno.
A personagem de Amanda Seifryed até tenta salvar o longa como a Betty a feia e melhor amiga da tal Jennifer na historia, mas os atos consumados por Diablo Cody a cada dialogo da trama vão enfraquecendo o filme pouco a pouco ao ponto de que chegamos ao seu final rezando para que a tal Jennifer vá para o quinto dos infernos de uma vez e que possamos descansar em paz.

Com um desfecho até interessante e original mas que vai totalmente de desencontro com a proposta do filme, garota infernal é a amostra do que não se deve filmar apenas para chamar mídia e ganhar uns trocados ou melhor, bons dólares, ainda assim pode ser um programa legal se você tiver uma namorada fútil ou mesmo quiser encher a cara com os amigos e depois pensar em algo assistivel. 




Garota infernal
Diretor: Karyn Kusama
Elenco: Megan Fox, Amanda Seyfried, Johnny Simmons, Adam Brody, J.K. Simmons, AmySedaris, Chris Pratt, Juno Ruddell, Kyle Gallner.
Produção: Daniel Dubiecki, Mason Novick, Jason Reitman
Roteiro: Diablo Cody
Fotografia: M. David MullenTrilha Sonora: Theodore Shapiro
Duração: 102 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Fox Atomic / Hard C
Classificação: 16 anos

AUTÓPSIA DE UM CRIME (2008)


O tema medicina e seus correlatos já foram explorados nas telas de cinema das mais diferentes formas, filmes como patch adans e o paciente inglês sempre enalteceram nas mais belas honras os nossos competentes e importantíssimos profissionais de toda a área da saúde, ainda assim toda profissão obviamente conta com seus maus exemplos e desvios de caráter, fatos que ocorrem em todo o mundo como os constantes erros médicos e as falhas operacionais em hospitais têm deixado a população de cabelos em pé e obviamente questionado bastante os médicos, cirurgiões e etc.

Enfim, esta premissa foi concebida para começarmos a falar de autopsia de um crime (ou simplesmente pathology, titulo original que soa bem melhor e plausível), longa lançado em 2008 nos E.U.A e que causou rebuliço e controvérsias nas platéias norte-americanas exatamente por mostrar um lado nada agradável dos profissionais da medicina ou mais especificamente dos cirurgiões patológicos.

Escrito pela dupla Mark Neveldine e Brian Taylor, os mesmos criadores do bizarro e fantástico adrenalina, pathology já surpreendeu os telespectadores desde o lançamento na internet um trailer de cerca de 38 segundos mostrando uma filmagem realizada em uma câmera caseira onde alguém do provável grupo de jovens cirurgiões filma a encenação de um diálogo do cult "Napoleon Dynamite" com cadáveres! Eles brincam com corpos pré-ou-pós-autopsia. Mexem sem superstição, ética, medo, pudor ou respeito nesses corpos que um dia tiveram vida, pois bem, o longa se inicia exatamente nesta mesma tomada e ao seu desfecho uma tela negra apresenta parte do juramento de Hipocrates que é fielmente realizado por todos os formandos em medicina ao redor do mundo, esta cena contrastante serve de convite de boas vindas ao que já podemos esperar do longa nos próximos 90 minutos, na abertura da historia somos apresentados a Ted Gray (interpretado com astúcia e brilhantismo por milo ventimiglia), um jovem porem já promissor cirurgião que é convidado por um renomado professor cirurgião para integrar um grupo de jovens patologistas, longe da noiva e da família Ted tenta se manter isolado porem acaba atraindo-se pelo grupo de jovens e boêmios companheiros de medicina, porem o que a principio era diversão torna-se um perigoso jogo de gato e rato onde Ted se vê obrigado a participar, o mais interessante em pathology é acompanhar a selvagem mudança do personagem Ted vivido por ventimiglia, de um jovem talentoso e destemido o personagem sofre uma mudança gradativa que o torna cada vez mais sombrio, resultado da influencia sofrida pelos novos colegas, o personagem passa a drogar-se e beber constantemente alem de criar um laço afetivo perigosíssimo com a misteriosa Julliete bath vivida por Lauren Lee Smith (“Um Beijo a Mais”), michael weston da vida ao insano doutor Jake Galo, o personagem deixa claro desde seu primeiro contato com o publico que fará ás vezes do vilão maior da historia e esta conclusão vai ficando bem mais obvia com o passar da projeção.

Ao aproximar-se do seu desfecho, pathology cria um sentimento diferente ao telespectador pois todas as ações realizadas pela trupe incluindo o novato e a principio herói do longa Ted são vistas de forma grotesca e selvagem, e fica-se a impressão de que todos ali merecem a punição mais severa possível pois não passam de meros assassinos e comprometem completamente a categoria de cirurgiões patologistas, e toda esta selvageria doentia não poderia terminar de forma tão sinistra e fatídica como o que se caminhava.
Alem da boa produção realizada pelo conjunto dos estúdios lakeshore, camelot e mgm, o estreante diretor Marc Schoelermann também tem méritos pela ágil e inteligente direção, pathology trata-se de um excelente longo de suspense que consegue surpreender e entreter o publico geral de forma original, sem duvida nenhuma merece ser conferido, uma pena que o publico brasileiro não pode assistir o longa nos cinemas já que pathology foi lançado por aqui quase um ano depois em DVD e como falado com o ridículo titulo de: autopsia de um crime. 



 

Autópsia de um crime
Titulo Original: Pathology
ano: 2008 
Genero: Ação, Suspense, Terror, Thriller 
Direção: Marc Schoelermann 
Roteiro: Brian Taylor, Mark Neveldine 
Elenco: Milo Ventimiglia (Ted Grey)Michael Weston (Jake Gallo)Alyssa Milano (Gwen Williamson)Lauren Lee Smith (Juliette Bath)Johnny Whitworth (Griffin Cavenaugh)John de Lancie (Dr. Quentin Morris)Mei Melançon (Catherine Ivy)Larry Drake (Fat Bastard)Dan Callahan (Chip Bentwood)Buddy Lewis (Harper Johnson)

GRINDHOUSE (2007) (PLANETA TERROR / A PROVA DE MORTE)

Para dar preludio ao projeto grindhouse, parceria dos cineastas e amigos pessoais Robert Rodrigues e quentim Tarantino é necessário (ou também posso dizer aqueles que já sabem do que direi a respeito que nunca é demais) a explicação de que o titulo do filme trata-se do nome dado ás antigas salas de cinema de origem americana (e que não existiram no Brasil) especializadas na projeção de alguns títulos não tão convencionais, basicamente os indivíduos que se propunham a frequentar as tais grindhouses assistiam a sessões duplas de filmes pitorescos, em sua grandiosa maioria os filmes já com um roteiro predefinido a ser seguido e sempre tratavam de cenas bizarras de ação, sexo, diálogos pouco inventivos, enfim tosqueira pura e barata que em sua maioria eram filmes de origem europeia ou asiática filmados em câmeras super 8 e dublada horrivelmente em inglês e ainda por cima cheia de cortes escancarados, ainda assim as grindhouses dispunham de freqüentadores assíduos e fieis que não perdiam as tosqueiras ali disponibilizadas por nada, Quentin Tarantino, fã assumidíssimo do gênero (o que pode ser notado nas influencias de projeções a La grindhouse que o cineasta usou em kill Bill) convidou seu amigo também cineasta Robert Rodrigues para darem inicio a empreitada, o resultado pode ser conferido na produção do nome idêntico disponível em um bom DVD lançado por aqui.
 
Seguindo o ritmo das projeções exibidas nas grindhouses originais os cineastas gravaram seus filmes exatamente fieis as projeções da época, ou seja: imagem com falhas repugnantes semelhante á qualidade super 8 e forçando a barra um technicolor,  roteiros com historias a caráter, e claro com os relevantes cortes feitos de forma escancarada (algo estupidamente coerente se tratando do contexto que os cineastas se propuseram a realizar).
Para poder realizar uma avaliação coerente comentarei a seguir os 2 filmes do projeto grindhouse na ordem do planeta terror (planet terror) de Robert Rodrigues seguido pelo a prova de morte (death proof) do Quentin Tarantino fielmente como a projeção foi exibida nos cinemas norte americanos (porque aqui tivemos de assistir grindhouse adivinhem a novidade? Direto no DVD...), lembrando que as duas projeções fazem parte de um mesmo projeto, portanto o mesmo filme, incluindo os trailer dos cineastas convidados.

Planet terror

Robert Rodrigues é bem de longe um diretor que eu admiro, acredito que por vezes suas obras são apenas simpáticas e previsíveis, muito pouco pra quem teve um boon no cinema norte americano com o excelente el mariachi, e é de se surpreender o quanto sobrou talento ao diretor em um projeto que, diga-se de passagem, não passa de algo feito por puro hobbie como é o caseiro planeta terror.

A obra que funciona como homenagem dentro do projeto grindhouse aos espalhafatosos filmes B de zumbis e extraterrestres produzidos por Roger corman e Cia. Nos anos 60 e 70 funciona muito bem dentro do contexto explorado, o roteiro é bem previsível, ainda assim o ritmo com o qual foi filmado e os atores escalados para a projeção como o protagonista quase desconhecido Freddy Rodrigues que desempenha um papel simples, mas que vai ficando fundamental ao longo da trama, assim como a sexy Rose Mcgowan que sem jamais parecer engraçada acaba concentrando a maior parte das cenas bem humoradas do longa.

O eterno kyle reese de o exterminador do futuro, Sir Michael bien, também é ressuscitado pelo inventivo Robert Rodrigues em um papel que ousaria falar que é o melhor do ator nos últimos anos, falando de elenco, planet terror conta com as participações especiais do multiastro Bruce Willis em um papel não muito relevante, (ainda assim é interessante ver Willis se sujeitando a algo deste timbre, o que mostra grande personalidade do ator) alem dos bons atores Josh broolin em um papel divertidíssimo de um médico traído pela esposa por uma outra mulher e o bom ator Naveen Andrews (que encena o valente sayd na serie lost) em um pequeno papel, planet terror acerta em cheio se mostrar cheio de surpresas e manter uma mistura de clima sombrio e bem humorado no ar, acredito que o grande furo de planet terror é quando o filme sofre um considerável corte entre cena de sexo bem humorada entre os protagonistas Freddy Rodrigues e rose mcgowan, e continua já em um nível elevado onde diversas situações já transcorreram (avaliando acredito que devem ter sido cortados de 15 a 20 minutos de projeção) ainda assim isto é plausível em se tratando do contexto de que o filme é uma homenagem a um grindhouse e os mesmos tinham cortes absurdos nas projeções, de resto planet terror funciona muito bem, com personagens cativantes e uma historia que se encaixa muito bem, é um longa que deve ser encarado dentro do seu gênero, sendo assim seu censo de humor afiadíssimo e sem noção nenhuma de ética alem das limitações técnicas (premeditadas), só o tornam mais atrativo e interessante.

A prova de morte (Death proof)

Como já citado, grindhouse trata-se de um projeto caseiro de pontapé inicial do saudoso quentim Tarantino, e como de praxe o cineasta tem grande contribuição nos 2 longas do projeto, death proof trata-se da sua obra dentro de grindhouse, e é com grande frustração que vou falar desta segunda parte da obra.

Tarantino como já é do conhecimento de quem o acompanha tornou-se um ícone nos últimos anos devido ao seu inovador estilo de filmar tronando-se um diretor do primeiro escalão de Hollywood assim como criando uma legião gigantesca de fãs no mundo todo, o grande problema é que Tarantino acreditou tanto que era acima da média que acabou por deixar a inovação de lado e vem tropeçando nas próprias pernas em seus últimos projetos, isto ficou muito explicito em Jack Brown, mais recentemente kill Bill volume 2, e agora com menos alarde devido ás proporções Do projeto, mas de reprovação até maior, e preocupação para os fãs do cineasta, death proof a homenagem de Tarantino aos grindhouses trilha um caminho parecido com o de Rodrigues em planet terror, tem uma historia interessante e um cenário muito bom, porem os excessos de Tarantino aliados a uma péssima escolha de elenco tornam a parte de Tarantino em grindhouse totalmente desinteressante.

A começar do roteiro, como de praxe, Tarantino segue o seu habitual ritmo explorando ao Maximo o dialogo e as intimidades dos personagens, no caso as três garotas que seguem para uma viagem ao Texas, a começar daí o espectador já deixa de criar qualquer simpatia pelas garotas devido aos ridículos diálogos que não geram qualquer tipo de aproximação com as personagens, ao contrario, de tão repugnante já se cria de cara uma antipatia pelas personas citadas, alem de tudo o filme demora muito para criar um nexo a historia, e a única coisa que se percebe é que existe uma pessoa em um chevy nova SS 1971 preto que vem perseguindo as mesmas. logo se percebe que o suspeito vilão da historia trata-se do experiente ator Kurt Russel que mais tarde se revelara realmente um grande vilão, alias já se pode adiantar que o personagem de Kurt Russel é o grande atrativo do longa, roubando a cena como o perturbado Stuntman Mike Mckav (o que salva o longa de Tarantino de um fiasco total), o filme segue em um típico bar texano onde as garotas vão para comemorar o fim de semana juntas, esta sequencia do bar que dura quase 1 hora também é extremamente cansativa, e novamente quem agrega um pouco de valor neste período do longa é Kurt Russel com seu perturbado interprete que interage com as ás pessoas do bar inclusive as garotas de sua estranha maneira, a pergunta constante que fica é: do que se trata este cara, é um doente mental ou apenas procura sexo em uma noite vaga, em se tratando da picante cena do ator com a voluptosa atriz Vanessa Ferlito, e o interesse da personagem de rose mcgowan em Stuntman (Russel), inclusive nesta mesma sequencia acredito que a 2º opção seria muito simples de ser realizada.

Porem para o azar das mulheres envolvidas na trama a 1º opção se concretiza e da carona que o personagem oferece para a personagem de mcgowan para alguns minutos depois o que pode se constatar é um insano digno dos piores psicopatas do cinema, inclusive a cena em que o personagem de Russel bate de frente violentamente no carro das garotas trata-se de uma carnificina das mais aterradoras que eu já vi, a estratégia do cineasta em mostrar 4 tomadas com a morte das 4 garotas também foi de total maestria, esse é sem duvida o grande ponto alto deste fraco longa de Tarantino.

Após este fato, somos apresentados a segunda e árdua fase de death proof onde nos damos conta que 14 meses após o acidente o demente Stuntman Mike Mckav retorna a desfilar com seu velho chevy, e logo somos apresentados a suas novas vitimas que se tratam de garotas muito semelhantes ás anteriores com uma diferença: suas conversas tem um nível de feminismo que irritaria até Gandhi, e pra piorar a situação acompanhamos a fútil jornada das moças durante mais de 1 hora, sendo que Tarantino em mais um dos seus exemplos de excentricidade realiza uma tomada de mais de 15 minutos onde as moças tomam café e conversam em uma lanchonete, eu sinceramente quase rezei para que o personagem de Kurt Russel aparecesse no local e matasse todas a facadas, mas isto obviamente não ocorre e temos de agüentar isto e mais outras futilidades tolas até que as garotas alcançam o objetivo de passear em um dodge challenger 1970, daí o filme volta a ficar interessante, pois o sádico Mike passa a persegui-las, justamente quando uma das garotas resolve brincar em cima do capo do carro em movimento (sim, é isso mesmo), esta cena de perseguição concede um fôlego extra ao longa, porem a tensão torna-se obsoleta quando as mesmas como em um passe de mágica sacam uma arma de fogo (a pergunta é porque deixaram pra fazer isso depois de tanto sofrerem nas mãos do vilão?) e passam a perseguir o mesmo virando completamente o jogo, também é de se espantar que o personagem de Russel que se mostre loucamente insano a ponto de bater seu carro de frente a outro com o único intuito de tirar a vida das pessoas do carro, tenha tanto medo de enfrentar a essas garotas atuais após as mesmas revelarem apenas ter uma arma de fogo, a partir daí fica obvio que é questão de tempo para que o clichê básico ocorra: as garotas capturem o vilão e o matem, o que se concretiza em uma estúpida e desnecessária cena.


Enfim, ‘planeta terror’ de longe se mostra muito mais eficiente do que seu companheiro ‘a prova de morte’ devido ao simples fato de que Rodrigues segue-se fiel às necessidades do longa e direciona-o para um caminho plausível, já ‘a prova de morte’ peca exatamente pelo frequente erro de Tarantino que persiste a anos impor seu modista estilo, o que de longe se mostra muito distante de um grindhouse original já que qualquer produtor da época queimaria mais de 90% dos diálogos realizados no longa,o que o tornaria obsoleto já que a base de ‘a prova de morte’ é construído por diálogos, outro ponto que põe ‘planeta terror’ em um nível muito acima de ‘a prova de morte’ é a aparente escolha do elenco, Robert Rodrigues soube aproveitar muito bem seu roteiro enriquecendo a historia de personagens, e se estes se mostram tão relevantes a ponto de criarmos intimidade e carisma pelo simpático El Wray, o mesmo jamais funciona em se tratando dos personagens criados por Tarantino em death proof, como já citado o único que consegue despertar qualquer interesse do publico é Kurt Russel, que ainda assim em mais uma furada de Tarantino termina o longa como um estúpido retardado cuja toda admiração conquistada ao longo da projeção vai por água abaixo.
Mesmo com as aparentes diferenças técnicas o conjunto de grindhouse merece ser conferido, fica aqui minha torcida pessoal para que o trailer de Thanksgiving criado por Eli Roth e que antecipa a Planeta Terror possa se tornar realidade, quanto a Tarantino, excelente idéia a criação de grindhouse, mas fica a sugestão que em uma provável sequencia o cineasta limite-se a realizar apenas um trailer e deixe a cadeira de cineasta para Eli Roth ou Edgar Wright.

Grindhouse (2007)

Planeta Terror:
Diretor: Robert Rodriguez
Elenco: Freddy Rodríguez, Rose McGowan, Marley Shelton, Josh Brolin, Michael Biehn, Naveen Andrews, Michael Parks, Jerili Romeo
Produção: Elizabeth Avellan, Quentin Tarantino, Robert Rodriguez
Roteiro: Robert Rodriguez
Fotografia: Robert Rodriguez
Trilha Sonora: Graeme Revell, Carl Thiel
Duração: 105 min.
Ano: 2007
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Dimension Films
Classificação: 18 anos
A prova de morte
Diretor: Quentin Tarantino
Elenco: Kurt Russell, Zoe Bell, Rosario Dawson, Vanessa Ferlito, Sydney Tamiia Poitier, Tracie Thoms, Rose McGowan, Jordan Ladd, Mary Elizabeth Winstead, Quentin Tarantino, Marcy Harriell, Eli Roth, Omar Doom, Michael Bacall, Monica Staggs, Jonathan Loughran, Marta Mendoza, Tim Murphy, Melissa Arcaro, Michael Parks, James Parks, Marley Shelton, Nicky Katt, Electra Avellan, Elise Avellan, Helen Kim, Tina Rodriguez, Eurlyne Epper, Jamie L. Dunno
Produção: Elizabeth Avellan, Robert Rodriguez, Erica Steinberg, Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
Fotografia: Quentin Tarantino
Trilha Sonora: Jack Nitzsche
Duração: 114 min.
Ano: 2007
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: PlayArte
Estúdio: Dimension Films / Troublemaker Studios / The Weinstein Company / Rodriguez International Pictures
Classificação: 16 anos

quinta-feira, 4 de abril de 2013

JASON X (SEXTA FEIRA 13 PARTE 10) (2001)

DEPOIS DE TENTAR INOVAR E METER OS PÉS PELAS MÃOS, QUASE 10 ANOS DEPOIS OS PRODUTORES CONSEGUEM FAZER UM FILME "MENOS PIOR" COM JASON ATACANDO EM UMA NAVE ESPACIAL!

Anos 2000, mais precisamente 2001, o projeto de Freddy VSJason já estava no forno do estúdio New Line, e eis que Sean Cunningham, diretor e roteirista do 1º sexta feira em 1980 e responsável direto pelos direitos artísticos e conceituais da franquia, resolveu que era o momento de ressurgir o oitentista assassino mascarado novamente as telonas, porem desta vez o conceito seria totalmente diferente, o longa não teria relações estreitas com Crystal Lake e o universo direto de Jason para não tirar o foco do crossover com Freddy que estava vindo, tratara-se de uma ficção cientifica, pois é! Quando você achava que já haviam forçado a barra de todas as maneiras, eis que um ‘gênio’ do cinema chamado: Todd Farmer, um aspirante a escritor de Hollywood se reuniu com Cunningham e eles chegaram a essa ideia extremamente ‘inovadora’ de realizar um filme da serie com Jason atacando no futuro dentro de uma espaçonave com direito a versão rayteck do assassino e tudo.

Assim nascia Jason X, decimo filme da franquia que tentava de alguma forma inovar o conceito clássico do icônico assassino, na verdade o longa claramente foi uma tentativa clara de dar algum folego ao personagem até mesmo aproveitando a forte onda que se seguiria nos próximos anos com o lançamento de Jason VS Freddy este sim um filme realmente esperado pelo publico, porem fica claro que o lançamento de Jason X fora uma atitude extremamente caça níquel encontrada pelos produtores e a própria New Line em ganhar algum dinheiro em cima do personagem Jason Vorhees.
A trama se inicia com o personagem fortemente preso e sendo estudado por um grupo de cientistas do governo, assim como no péssimo ‘Jason vai para o inferno’ a questão da indestrutibilidade de Jason é fortemente citada, escancarando a icônica imortalidade do assassino que nesse período já era consolidada, tal fato pode ser comprovado com toda ironia possível quando logo no inicio um dos integrantes do grupo de estudos ao assassino comenta que fora tentado de tudo para matar o mesmo como tiros de arma de fogo, bombas e etc. e o mesmo sempre permanecia vivo.    

   Como todo roteiro ruim, a deixa para ‘as coisas darem errado’ vem de um inescrupuloso cientista líder da equipe que pretende ganhar muito dinheiro utilizando o assassino preso para visitação á apreciação de civis (veja só a que absurdo se chegam ás coisas), obviamente que em meio à situação Jason consegue soltar-se e como de praxe passa a eliminar uma a uma das pessoas ali, sobra Rowan (Lexa Doig) (obviamente a boa garota que havia reprovado a ideia de manter Jason vivo) conseguir atrair o assassino para uma câmara criogênica, porem antes de conseguir escapar é letalmente ferida pelo assassino e fatalmente congelada na companhia de Jason.
Logo depois o filme para pula para o futuro (mais precisamente o ano de 2455) onde uma equipe de seres-humanos realiza uma expedição na chamada velha terra para pesquisar artefatos das antigas civilizações e logo encontram Jason e Rowan congelados.


Dai pra frente o que vai acontecer não é muito difícil de se imaginar: ambos são levados para a espaçonave do grupo, Rowan consegue se recuperar plenamente e logo alerta o grupo sobre os perigos de ter Jason na nave, muito embora novamente um sujeito inescrupuloso líder da expedição tem a original ideia de utilizar Jason (que nessa época seria uma criatura histórica de séculos passados) para fins lucrativos, obviamente que não demoraria para o assassino despertar e começar a fazer a limpa na nave caçando um a um dos integrantes.
Jason X tinha a pretensão de dar um ugprade na franquia, na verdade desde o principio do seu lançamento ficava claro que se tratava de toscaria das boas, afinal de contas qualquer pessoa em sã consciência e que tem um mínimo de conhecimento dos filmes da franquia sexta feira 13 e do próprio Jason Vorhees, e leu a sinopse do filme, sabe que não poderia esperar muita coisa de um filme que levaria as matanças do personagem para um futuro distante, ainda mais se tratando do personagem ter permanecido congelado dos dias atuais até esse futuro distante.

Na verdade com todo esse clima de naves espaciais e sangue é impossível deixar de lembrar-se da franquia Alien, que declaradamente serviu de inspiração no roteiro do infame Todd Farmer, ai fica a pergunta: o que tem a ver Jason com Aliens? Nada! Mas na brilhante visão dele era legal levar Jason matando no espaço.
Jason X também não pode ser considerado um filme de apenas criticas como haverá sido o seu antecessor ‘Jason vai para o inferno’ na verdade a lances bem legais na história que acabam de alguma forma compensando os buracos no roteiro e as mortes obvias sequenciais, seguem alguns pontos que valem destaque:
- É sempre interessante ver Kane Hodder como Jason, afinal ele foi o ator que mais interpretou o assassino na franquia e percebe-se que o cara realmente leva a sério o oficio de interpretar Jason Vorhees.

- O 1º assassinato consumado por Jason já dentro nave no futuro é bem legal, na verdade considero uma das mortes mais legais que o Jason cometeu em todos os filmes da serie, bastante original.


- A cena onde dois tripulantes da nave jogam uma espécie de videogame em 3º dimensão e Jason estraga a jogatina futurística também é bem interessante, é um dos pontos criativos deste sexta feira 13 futurístico.

- A ideia de um dos tripulantes da nave criar uma Crystal Lake virtual em 1980 para distrair Jason em um dos pontos do filme também é bem divertida, a cena das garotas é hilária.

Enfim, com direito até a uma versão futurística do assassino criada em laboratorio, Jason X esta muito aquém dos melhores filmes da serie e obviamente nem deve ser comparado com nenhum dos filmes antigos, diria que é uma tentativa escrachada de inserir Jason novamente ao imaginário popular dos jovens do inicio dos anos 2000, uma geração que estava acostumada com filmes de terror pop com um ar de comédia como foi a serie pânico, o ressurgimento do costurado boneco Chuck em a noiva de Chuck, e outras franquias de grande sucesso na época como premonição e o suspense os outros.
Creio que o grande mérito de Jason X a época foi ter conseguido superar o seu ridículo antecessor, só de ter trazido Jason de volta a matança, mesmo que no futuro, já foi um alivio para qualquer fã da franquia.  


Jason X
93 min
terror 
Direção: James Isaac
Roteiro: Todd Farmer, Victor Miller 
Elenco:Amanda Brugel (Geko (E-X Grunt))Barna Moricz (Kicker (E-X Grunt))Boyd Banks (Fat Lou)Chuck Campbell (Tsunaron)David Cronenberg (Dr. Wimmer)Derwin Jordan (Waylander)Dov Tiefenbach (Azrael)Dylan Bierk (Briggs (E-X Grunt))James Isaac (Doctor)Jeff Geddis (I) (Pvt. Johnson (soldier #1))Jonathan Potts (Prof. Lowe)Kane Hodder (Jason Voorhees/Uber-Jason)Kaye Penaflor (VR teen girl #1)Kristi Angus (Adrienne)Lexa Doig (Rowan)Lisa Ryder (Kay-Em 14)Markus Parilo (Sgt. Marcus)Melyssa Ade (Janessa)Mika Ward (Campfire teen #1)Peter Mensah (I) (Sgt. Brodski)Robert A. Silverman (Dieter Perez)Roman Podhora (Rescue pilot)Steve Lucescu (Condor (E-X Grunt))Tania Maro (VR teen girl #2)Thomas Seniuk (Sven (E-X Grunt))Yani Gellman (Stoney)menos⬆
Produtores: Geoff Garrett, James Isaac, Marilyn Stonehouse,Noel Cunningham,Sean S. Cunningham

domingo, 31 de março de 2013

JASON VAI PARA O INFERNO - A ULTIMA SEXTA FEIRA 13 (SEXTA FEIRA 13 PARTE 9) (1993)

UM FILME DESPREZÍVEL, QUE DESRESPEITA POR COMPLETO A MITOLOGIA DA SERIE SEXTA-FEIRA 13!

Não foram poucas ás vezes em que o cinema concebeu sequencias de grandes franquias cinematográficas que se concretizaram verdadeiras bombas, na maioria das vezes essas bombas jogaram a franquia praticamente as traças, especificamente falando do cinema de horror, talvez o maior exemplo de conhecimento geral do publico tenha sido Halloween 3, quando os idealizadores da serie, Debra Hill e John Carpenter tiveram a 'brilhante' ideia de lançar uma sequência que fugisse totalmente do universo de Michael Myers e todos os outros personagens icônicos da serie, seguindo por um caminho totalmente diferente.
Normalmente essas viagens intelectuais dos produtores e estúdios acabam por resultar em um desgaste nítido da franquia e além de desagradar à crítica e o publico em geral, acaba por deixar furioso os fãs da serie, infelizmente ‘Jason vai para o inferno, a ultima sexta feira 13’ entrou especialmente nesta lista de bombas cinematográficas do cinema de terror pelos motivos que dissertarei a seguir.

Inicio dos anos 90, os executivos dos estúdios Paramount estavam extremamente insatisfeitos com os recentes resultados que a serie sexta feira 13 havia obtido nas bilheterias, ficava claro que o estúdio já havia exprimido ao máximo os resultados financeiros que a serie poderia obter, fator que fica claro analisando que nos últimos dois filmes até então Jason já havia tido um embate frente a uma garota com poderes tele cinéticos (a critica na época ironizou o filme apelidando-o de Jason VS Carrie), e em seguida passou por uma expedição um tanto quanto bizarra em Nova York.
O desinteresse da Paramount casou-se perfeitamente com o interesse do estúdio New Line Cinema em adquirir os direitos sobre a franquia sexta feira 13, tal fato tinha uma explicação pontual: a New Line já era detentora da serie a hora do pesadelo do também famigerado Freddy Krueger, e de tanto as series se rivalizarem quase que simultaneamente nos cinemas na década anterior, criou-se um imaginário popular muito forte em torno de um crossover entre Freddy e Jason, a New Line comprou a ideia e foi atrás da Paramount, no final das contas acabou juntando a fome com a vontade de comer e o negócio foi fechado, porem antes de conceber o esperado produto final, a New Line decidiu produzir um 9º filme da serie que servisse de trampolim para a realização de FreddyVS Jason, e foi dai que nasceu esta bomba intitulada de Jason vai para o inferno, e imagino que o mesmo deve ter se revirado bastante em sua cova ao ter visto tamanha merda que fizeram com a franquia sexta feira 13.
O conceito inicial de JVPI é até plausível, após Jason matar dezenas de jovens pelos arredores de Crystal lake durante décadas, o FBI decide armar uma emboscada para por fim ao maníaco e de fato manda-lo para o inferno, para tanto uma agente do FBI passasse por uma jovem campista de Crystal lake como isca para a aproximação do assassino.
Como era de se esperar Jason acaba caindo na armadilha e é estrategicamente fuzilado por mais de uma dezena de homens fortemente armados, the end ok? Não! Dai para frente é que a merda começa a agarrar.

Ao chegar o IML, um médico legista passa a fazer a conferencia dos restos mortais de Jason, e de repente observa o coração do mesmo que começa a bater descontroladamente, em um momento daqueles que simplesmente não há explicações plausíveis (se alguém tiver, por favor, me explique) o médico legista simplesmente devora o coração de Jason como um animal insano e logo se percebe o mesmo incorporaria Jason Vorhees.
Dai pra frente o que se vê é uma sucessão de idiotices desencontradas onde o publico é apresentando a personagem Diana (Erin Gray) que muito em breve seria revelada como uma irmã bastarda de Jason Vorhees, fato extremamente absurdo, levando em consideração que em toda a mitologia da serie, jamais se fez referência a qualquer parente direto de Jason, muito menos uma irmã.

Para dar seguimento à história o fraquíssimo roteiro mostrava Jason sob o corpo de outras pessoas, perseguindo implacavelmente essa sua irmã, que logo a trama mostraria ter uma filha e uma neta recém nascida que obviamente eram parentes diretas de Jason, e portanto também alvos do maníaco, a explicação encontrada no fraco roteiro para a perseguição do Jason humanoide as suas recem criadas parentes é que o assassino só conseguiria voltar ao seu corpo de origem através do sangue de outro vorhees.
Outro fator extremamente tosco é o fato de Jason ter tornado-se um humanoide que perambula constantemente de corpo em corpo como uma espécie de hospedeiro alienígena, não precisa estender-se muito pra ver que foi algo totalmente absurdo.

Além de todas as falhas conceituais já citadas em JVPI, os personagens presentes na trama também não mostram qualquer carisma, o que acaba enfraquecendo mais ainda a história, a partir de 30 minutos de filme eu rezava para que aquilo acabasse o quanto antes, era uma tortura para qualquer fã da franquia assistir aquilo.
Ao termino da Sessão de JVPI, o sentimento que fica principalmente depois do ultimo ato, é que o filme foi feito apenas com 1 intuito: servir de fato como trampolim ou esquenta para o crossover de Jason e Freddy.

Infelizmente ou felizmente o tiro da New Line acabou saindo pela culatra já que devido a diferenças artísticas e constantes mudanças de roteiristas, o projeto de Freddy VS Jason acabou saindo exatos 10 anos depois, o que eu creio que tenha sido até melhor, pois com a fraca inspiração dos criadores de Jason na época, poderia ter sido outra bomba.
O legado deixado por JVPI foi péssimo, acabou tornando-se a 3º pior bilheteria de um filme da franquia além de ter sido detonado por toda a critica e publico, nem mesmo os fãs da serie perdoaram e boicotaram feio o longa que recentemente foi eleito o pior da franquia.
Porem o calvário de Jason ainda perduraria por mais uma sequência péssima, e quando você pensava que já tinham avacalhado o assassino da mascara ao máximo, a New Line em 2001 lançou Jason X, mas isso é assunto para outro post.


JASON VAI PARA O INFERNO - A ULTIMA SEXTA FEIRA 13Diretor: Adam Marcus
Elenco: John D. LeMay, Kari Keegan, Kane Hodder, Steven Williams, Steven Culp, Erin Gray, Rusty Schwimmer, Richard Gant, Leslie Jordan, Billy Green Bush, Kipp Marcus, Andrew Bloch, Adam Cranner, Allison Smith, Julie Michaels, James Gleason, Dean Lorey, Tony Ervolina, Diana Georger, Adam Marcus, Mark Thompson, Brian Phelps, Blake Conway, Madelon Curtis, Michelle Clunie, Michael B. Silver, Kathryn Atwood, Jonathan Penner
Produção: Sean S. Cunningham
Roteiro: Dean Lorey, Jay Huguely, Adam Marcus
Fotografia: Bill Dill
Trilha Sonora: Harry Manfredini
Duração: 87 min.
Ano: 1993
País: EUA
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: New Line Cinema / Sean S. Cunningham Films

sábado, 30 de março de 2013

O PADRASTO (1986)


O mercado cinematográfico do horror é um dos mais rentáveis do cinema, como dizem os críticos gabaritados o terror é o único gênero que se gasta o mínimo e se ganha o Maximo, até concordo pois é só dar uma olhadinha nos cinemas e no mercado de home video para se ver quantas e quantas produções de terror e suspense não são lançadas muitas vezes despercebidas do publico geral.

O padrasto é um desses filmes lançados nos vindouros anos 80 onde ainda se trabalhava o gênero com saudoso respeito ao seu consumidor, logo em seus minutos iniciais sem qualquer suspense barato a trama trata de revelar ao seu expectador a verdadeira face de Jerry Blake, e então é ai que logo somos introduzidos a realidade superficial a qual o psicopata vive Jerry um homem de aparência grotesca acabara de matar uma mulher e sua filha pequena dentro de casa, e logo reaparece barbeado e elegante chegando em uma casa de carro e esperando a mulher e a filha dali, os minutos iniciais tratam de deixar claro que o personagem vivia com a família anterior e a matara, logo com os noticiários televisivos locais fica claro ao expectador que o psicopata da vez trabalha de forma inusitada, se introduz em famílias e quando cansa, enjoa ou simplesmente fica incomodado ou ameaçado com algo, logo aniquila seus integrantes e parte em busca de uma nova família para viver com uma nova identidade, o grande mérito do longa o padrasto fica por conta de seu interprete Terry o,quim (hoje em dia conhecido como o John Locke do seriado lost) que brilhantemente da vida ao psicopata Jerry, mostrando-se um exímio e esforçado esposo e pai de família para a sociedade e sozinho mostrando lampejos de sua loucura doentia escondida por traz desta mascara social, destaque para a cena no porão onde a desconfiada enteada (e fatal heroína da produção) de Jerry presencia um destes momentos de insanidade do personagem.

O padrasto destacou-se principalmente no mercado de entretenimento caseiro tornando-se um fenômeno local, logo viriam seqüências, a segunda inclusive conta com Terry o,quim reprisando o mesmo papel (de forma muito inferior ao original é claro), de toda forma é um filme que merece ser muito bem colocado e sempre conferido



Observação: o padrasto foi refilmado e recebeu uma versão com nova roupagem em 2009.

O PADRASTO (The Stepfather, EUA, 1987).
Direção: Joseph Ruben.
Roteiro: Carolyn Lefcourt, Brian Garfield e Donald E. Westlake.
Produção: Jay Benson. .
Edição: George Bowers.
Fotografia: John Lindley
Música: Patrick Moraz.
Figurino: Mina Mittelman.
Elenco: Terry O'Quinn (Jerry Blake / Dexter), Jill Schoelen (Stephanie Maine), Shelley Hack (Susan Maine), Charles Lanyer (Dr. Bondurant), Stephen Shellen (Jim Ogilvie), Stephen E. Miller (Al Brennan), Robyn Stevan (Karen), Jeff Schultz (Paul Baker), Lindsay Bourne (Professor de arte), Anna Hagan (Sra Leitner) e Gillian Barber (Anne Barnes).