Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Letra N. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Letra N. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de maio de 2013

A NOIVA DE CHUCKY (1998)

O ano era 1998, e uma onda de filmes de terror de perfil jovem estava na moda, o sucesso da serie pânico que estava no seu 2º filme abria as portas para diversas produções do gênero, e uma onda de assassinos com nova roupagem estava fazendo relativo sucesso, filmes como eu sei o que vocês fizeram no verão passado, lenda urbana e a prova final mantinham o gênero muito bem aquecido nas bilheterias americanas e ao redor do mundo, e foi nesse ano que os produtores David Kirchner e Don Mancini acharam que era o momento certo de trazer de volta o clássico boneco assassino Chucky que fez grande sucesso no final dos anos 80 e inicio dos anos 90.
Embora a universal ainda fosse detentora dos direitos da serie brinquedo assassino, os executivos do estúdio não tinham a menor intenção de desenterrar a serie, já que a maior parte das franquias antigas andava caída no esquecimento e os estúdios apostavam em novos projetos.
Porem Dom Mancini se aproximou do estúdio com uma idéia original e bem diferente, trazer Chucky novamente em um filme de terror mas que ao mesmo tempo parodiasse a serie, introduzindo uma nova personagem que roubasse a cena do filme junto com Chucky, a universal ciente de que o custo baixo da produção valeria o risco resolveu apostar na idéia e em outubro do mesmo ano estreava a noiva de Chucky, produção que da continuidade a jornada do assassino Charles Lee Ray dentro do corpo de Chucky, porem desta vez seguindo por outros caminhos que não seriam a busca implacável atrás de Andy Barclays como nos filmes anteriores.
A noiva de Chucky se inicia dentro de um depósito de provas de grandes crimes da policia americana, e em suas primeiras cenas podemos ver refêrencias claras de filmes clássicos de horror dos anos 80 como as mascaras de Jason (sexta-feira 13) e Michael Myers (Halloween), muitos bonecos (o mestre dos brinquedos), a caixa do creepshow (creepshow), a moto-serra de Letharface (o massacre da serra elétrica) e a luva de garras de Freddy Krueger (a hora do pesadelo), fazendo alusão que Chucky esta inserido no mesmo universo dos filmes citados.
E nesse mesmo local um policial subtrai um saco que logo se mostraria ser os pedaços do que era o boneco assassino Chucky, esta cena respeita o desfecho do ultimo filme da serie: brinquedo assassino 3, quando Chucky é jogado por Andy Barclay em uma enorme hélice,  sendo totalmente despedaçado.
O policial aguarda alguém a quem provavelmente vai entregar os restos do boneco, e logo é morto por uma garota, que leva o saco e sai caminhando pelo galpão abandonado, nesse momento é mostrado o letreiro de a noiva de Chucky.
As cenas seguintes mostram Tiffany, a garota assassina costurando e retrabalhando o boneco Chucky, enquanto algumas matérias de jornais em seu trailer mostram recortes de jornais da época que Charles Lee Ray foi morto, e outros mostrando que um garoto afirmou que seu boneco estava possuído por Charles Lee Ray, clara referencia aos fatos ocorridos nos primeiros filmes da serie brinquedo assassino, alias um dos pontos mais interessantes deste filme, é que embora não seja exatamente uma sequencia de brinquedo assassino, procura se manter fiel a todos os acontecimentos que ocorreram nos filmes da serie.
Tiffany logo mostra ter um passado muito intimo com Charles Lee Ray antes do mesmo ter se aventurado como o boneco Chucky, e logo faz o ritual para trazer Chucky novamente a vida.
Em seguida aparece um conhecido de Tiffany bem ao estilo de Marylin Manson que só serviria para ser a primeira vitima de Chucky na cena em que o personagem da suas boas vindas, e o que se segue são cenas hilárias onde o boneco e Tiffany logo brigariam resultando na garota prendendo Chucky em um chiqueirinho para crianças.
Porem não demoraria para o boneco conseguir soltar-se e dar o troco na garota em uma cena bem divertida com o clássico a noiva de Frankstain passando passando na TV (excelente sacada do filme e referencia ao próprio titulo do filme) ao lado da banheira, a cena posterior mostraria Chucky fazendo um ritual que bizarramente transferiria a alma de Tiffany para a boneca presente na cena.
Posteriormente o filme acompanha o casal Jesse e Jade que mantem uma relação ás escondidas do tio (o clássico ator americano John Ritter) da garota que é chefe da policia local, porem Tiffany e Chuky armam uma cilada para que Jesse e Jade transportem os bonecos até New Jersey onde esta enterrado o corpo de Charles Lee Ray, e há em seus restos mortais um amuleto que fará com que os bonecos consigam transferir suas almas para o casal.
A noiva de Chucky foi um grande sucesso de bilheteria em 1998 tendo arrecadado R$ 50 milhões ao redor do mundo, sendo o filme mais bem sucedido da serie em questões financeiras, embora alguns fãs tenham reprovado veemente a questão de a noiva de Chucky abusar do humor, mesmo com este capitulo da serie mantendo-se  no seu conceito como um filme de horror.
Dentre as muitas ironias de a noiva de Chucky, uma das mais lembradas é o cartaz do filme que era uma clara parodia do cartaz principal do filme pânico 2 que na época era o rei absoluto do filmes de terror.
A grande receita para o sucesso de a noiva de Chucky foi exatamente pelo filme ser um grande espetáculo de horror e diversão, claro que ainda é o mesmo Chucky que vimos nos filmes anteriores, a inconfundivel voz de Brad Douriff não deixa duvidas disso, as piadas cretinas, e a ironia habitual de Chucky estão presentes em todas as cenas do boneco, porem não há como deixar de se divertir com cenas como Tiffany falando para Chucky o quanto estava ultrapassado assassinar usando uma faca ou em certo momento alguém citar o quanto o boneco Chucky era anos 80, em claras auto-parodias as origens da serie.
E certamente se Brad Douriff como de costume é o grande diferencial para o novo sucesso de Chucky, Jennifer Tilly também divide os holofotes de forma competente, dosando o humor e a violência na mesma dose que Chucky, dando vida a Tiffany nas formas humana e posteriormente como boneca, a química entre Tilly e Douriff fica claríssima, principalmente nas cenas onde os bonecos atuam juntos.  
Com uma direção segura, o cineasta chinês Ronny Yu consegue transitar facilmente entre cenas de horror seguidas de cenas hilárias como quando Chucky mata o clone de Marylin Manson e em seguida da as boas vindas a Tiffany, ou quando a boneca mata um casal com o espelho aéreo do motel e em seguida os bonecos tem sua cena romântica em cima dos corpos esquartejados em uma sequencia das mais bizarras e divertidas dos anos 90.
E se a noiva de Chucky acumulou muito mais acertos do que erros, um dos seus pontos fortíssimos consiste em sua trilha sonora que traz nomes de peso como judas priest, rob zombie, bruce dickson, motorhead, blondie, White zombie e slayer.
Outro fator bem marcante em a noiva de chucky foi o visual dark do boneco que neste filme aparece todo costurado, muitos fãs da serie que se seguiram cultuam até hoje este visual de Chucky, muitos também dizem ser mais assustador e conivente com sua condição de personagem clássico do horror.
Enfim, a noiva de Chucky trata-se de um filme divertidíssimo, e embora eu mesmo não aprove essa idéia de misturar terror e comedia em larga escala, tenho que admitir que neste retorno de Chuck aos cinemas no final dos anos 90 caiu muito bem ao personagem em um filme que acima de tudo respeita as origens da serie, infelizmente em 2005 a universal pictures repassou os direitos da serie para o estúdio rogue pictures que lançou o péssimo o filho de Chucky dirigido por Dom Mancini em seu pior momento a frente da serie.


A noiva de chucky
titulo original: Bride of Chucky
Diretor: Ronny Yu
Elenco: Jennifer Tilly, Brad Dourif, Katherine Heigl,

Nick Stabile, Alexis Arquette, Gordon Woolvett, John Ritter
Lawrence Dane, Michael Johnson.
Produção: Grace Gilroy, David Kirschner.
Roteiro: Don Mancini
Fotografia: Peter Pau
Trilha Sonora: Graeme Revell
Duração: 90 min.
Ano: 1997
País: EUA
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Universal Pictures





sábado, 30 de março de 2013

A NOITE DAS BRINCADEIRAS MORTAIS (1986)

Acima de qualquer gênero especifico sempre fui fã de cinema em geral, e por mais que pareça clichê falar isso, acredito que a grande magia que gera entretenimento e fantasia quando entramos em uma sala de cinema, compramos um Blue Ray, DVD (ou mais precisamente quando eu alugava VHSs, uma das grandes diversões de minha infância e adolescência) ou nos dias de hoje quando tenho o prazer de comprar aquela edição especial ou inédita como o sexta feira 13 parte 3 que saiu inédito 3D em 2009, sempre esperamos nos surpreender de alguma forma, que aquela experiência, aquele filme nos traga algo de novo, de inovador e motivante...
A noite das brincadeiras mortais, produção estadunidense realizada no ano de 1986 teria tudo pra passar extremamente despercebida dentro do seu contexto se não tivesse seguido o caminho inverso de seus concorrentes na época.

Concebido pelo bom diretor Fred Walton que já havia realizado até então o suspense o mensageiro da morte em 1979, a noite das brincadeiras mortais tinha o respaldo do produtor Frank Mancuso jr que financiava nesta mesma época os filmes da serie sexta feira 13 também em conjunto com a Paramount pictures, como na época a moda era criar assassinos que atacavam em eventos específicos o estúdio trabalhava a idéia do april fools Day (dia 1º de abril por aqui) que acabou virando o titulo do filme mesmo, porem o produtor Mancuso pensava que por passar-se no dia da mentira o longa poderia aproveitar-se da idéia e criar algo que destoasse daquilo que já víamos aos montes na mesma época, daí a idéia de contratar o roteirista Danilo Bach acostumado com filmes de ação nos mesmos anos 80 como a serie pipoca um tira da pesada e a ação deadly drifter.
O elenco de a noite das brincadeiras mortais também segue o básico da época, ou seja, um bando de jovens desconhecidos para serem banquete do maníaco da vez, se não fosse por um detalhe curioso, a scream Queen da produção não é nada mais nada menos que a gloriosa Amy Steel que pra quem não se lembra viveu 4 anos antes a heroína jenny de sexta feira 13 parte 2 que para escapar do maníaco Jason Vorhees se veste com as roupas da falecida mãe do maníaco e realiza a antológica cena de desfecho do longa e uma das mais marcantes da serie.  
   
A boa verdade é que a noite das brincadeiras mortais é realmente uma excelente produção da época e que segue muito bem (pelo menos de inicio) a linhagem dos slashers da época, a historia obviamente segue a risca os estereótipos clássicos, o grupinho de jovens universitários que decidem reunir-se na mansão de uma das garotas para realizar aquela comemoração jovial que todos nós já conhecemos, porem o que ninguém esperava é que apareceria um espertão pra eliminar um a um dos jovens, ok, a 1º impressão que fica é obvia: legal mais um insano solto no mundo e agora um que se intitula como o assassino do 1º abril... Do todo não é uma idéia ruim, ao contrario, soa muito bem até porque o roteiro de Danilo Bach revela-se como uma brincadeira perigosa a todo o momento, desde o inicio acontecem os bons (e velhos) trotes que jovens ao estilo do Shelley de sexta feira 13 parte 3 gostam de aplicar nos amigos, o grande problema começa quando todos chegam na casa que já esta caracterizada para o esperado 1º de abril, brincadeiras e trotes estão espelhados a todo momento e por toda casa, e conforme o passar do tempo percebemos que os jovens começam a serem realmente eliminados um a um e quando uma das garotas cai acidentalmente no poço e reconhece o corpo de dois amigos a situação passa a ficar desesperadora e a brincadeira de inicio torna-se pura tensão.


- ATENÇÃO: A PARTE FINAL DO FILME SERÁ CONTADA, SE NÃO ASSISTIU E NÃO QUER ESTRAGAR A SURPRESA NÃO LEIA O TREXO A SEGUIR:
Como de praxe, o caminhar dos 70 minutos de filme obviamente revelariam a assassina misteriosa que com o desespero atual da cena preparasse lentamente para matar a sobrevivente final, é ai que a mesma abre a porta do ultimo cômodo a se esconder e encontra todos os integrantes do grupo de amigos, e ai?, o que acontece?, pois é... eu também achei bizarro quando assisti pela primeira vez, a verdade é que todos pregaram uma peça uns nos outros, um a um conforme o andar da carruagem, e sobrou pro casalzinho final a agonia de serem os últimos a descobrirem a brincadeira, frustração?, raiva? Confesso que fica um sentimento de que fui enganado durante boa parte da projeção, aquela mesma raiva imagino eu do casal que descobre a brincadeira, apenas nos próximos minutos com as gargalhadas e o estouro de champagne das pessoas é que me dei conta do quão eficiente o filme conseguiu ser, entretenimento, produção de primeira qualidade, tensão interrupta tudo em um mesmo filme, uma boa produção que faz jus ao seu conjunto da obra, méritos para toda a equipe técnica, a direção segura de Fred Walton, e o frenético, tenso, e no final, fechando com chave de ouro divertido roteiro de Danilo Bach que não deixa de pregar peças em seu telespectador nem mesmo segundos antes dos créditos finais do filme.

 

Este bom april fools Day não teve seqüências (graças a deus) porem recentemente com a onda de remakes o mesmo recebeu uma refilmagem pelas mãos da sonny pictures que  até funciona razoavelmente bem pra quem não viu o original, pois se trata de uma copia deslavada cena a cena, eu ainda fico com este original.


A NOITE DAS BRINCADEIRAS MORTAIS
TITULO ORIGINAL: ABRIL FOOL,S DAY
ANO:   1986
PAÍS:   EUA
DURAÇÃO:    090 minutos
DIREÇÃO:   Fred Walton
ELENCO:    Amy steel, Deborah Foreman; Griffin O'Neal; Clayton Rohner; Thomas F Wilson; Deborah Goodrich
CARACTERÍSTICAS:    Colorido; Legendado/Dublado

NATAL SANGRENTO (1984)


O natal sempre é uma época memoravel... musicas a la dingol bel, troca de presentes, luzes pisca-pisca e outros enfeites mirabolantes nas casas bairros afora, arvores gigantes enfeitadas pelas ruas enfim, é o tão comemorado espírito natalino que toma conta dos pobres mortais, em meio a todo este clima maravilhoso o cinema do horror obviamente não poderia deixar de aproveitar-se de toda esta comemoração agitadíssima e criar o seu serial killer da vez, é ai que chegamos aos saudosos anos 80 onde tudo (ou quase tudo) humanamente possível de ser filmado foi realizado, e exatamente no ano de 1984 que a tristar pictures lançou (ou pelo menos tentou) nos cinemas norte americanos natal sangrento (silent night, deadly night).

Seu prelúdio é no ano de 1971 onde acompanhamos o pequeno Billy Chapman junto do país e o irmão menor em uma viagem para visitarem o seu avô que se encontra em um sanatório em estado vegetativo, após os país de Billy e o médico saírem da sala seu avô mostra que pode falar e inicia uma pequena conversa com Billy onde enlouquecidamente fala ao garoto que o papai Noel pune as más crianças, neste momento também assistimos a uma cena onde um malfeitor vestido de papai Noel assalta uma loja e mata o dono que tentara reagir, logo a família estaria retornando para sua casa para passar o natal em família e no caminho encontra o malfeitor do assalto anterior que com o carro quebrado pedia ajuda na estrada, Billy lembrando o que dissera seu avô horas antes fica assustado, porem seus país não vêem aparentes problemas em ajudar o alterego de papai Noel, o resultado é que o malfeitor acerta um tiro matando o pai de Billy, o garoto consegue se esconder na mata e perplexo assiste a morte da mãe à facadas.
Logo o filme pula para o ano de 1974 quando acompanhamos o mesmo Billy agora sendo criado junto com seu irmão menor e outras crianças em um orfanato católico gerido por freiras, neste ponto o que reparamos é uma criança extremamente fragilizada devido as traumáticas experiências vividas 3 anos antes, este trauma infantil de Billy apenas piora com o passar dos dias no orfanato já que a autoritária madre superior que comanda as praticas de ensino no orfanato entende que Billy necessita de disciplina e pulso firme e castiga o garoto constantemente chegando a dar-lhe chicotadas e amarrando-o na cama, enquanto isso o garoto continua a gerir seu trauma natal após natal.

A trama passa 10 anos e chega a 1984 (ano atual na época) quando a irmã Margaret que desde a chegada do garoto tem ajudado-o arruma um emprego para Billy em uma loja de brinquedos, Billy agora com 20 anos demonstra-se um rapaz saudável e proativo alem de manter uma excelente relação com todos os companheiros na loja, porem os dias de normalidade de Billy chegam ao fim quando é chegado mais um natal e o rapaz passa a enfrentar os antigos traumas com a figura do papai Noel, pra piorar o alterego que se fantasiaria de papai Noel na loja se acidenta e sobra exatamente pra Billy o cargo de bom velhinho, exatamente na noite de natal em uma confraternização entre os funcionários dentro da loja Billy presencia a funcionária da qual nutre uma pequena paixão sendo violentada por outro funcionário no estoque da loja, relembrando os traumáticos momentos que passou na infância, Billy agora enlouquecido e fora de si passa a matar tudo e todos a sua volta iniciando a jornada sangrenta pelos funcionários da loja que ali estavam.

Aniversario macabro trata-se de uma produção modesta que orçou por volta de 750.000 dólares e gerou grande controvérsia na época de seu lançamento devido a mostrar a figura do papai Noel como um sádico assassino, a censura da época lutou para que o filme fosse retirado do maior numero possível de salas de cinema, fato curiosos é que já haviam sido lançados nos cinemas norte-americanos outros filmes de horror que usavam a mesma premissa do natal como black christimas em 1974 e mais recentemente christimas evil em 1980 onde inclusive já tínhamos a figura de um paspalho com a roupa de papai Noel como um assassino perturbado.

Outro fator que soa estranho em natal sangrento é o jovem Robert Brian Wilson que da vida ao traumatizado e vingativo Billy Chapman, apesar de se esforçar para aparentar um enlouquecido Billy o ator jamais convence como um assassino louco e cruel, o ator não possui uma estatura suficiente para impor medo e pavor nas vitimas e da a impressão de um adolescente comum, podemos inclusive reparar a dificuldade do mesmo em uma briga corporal com uma vitima homem durante a projeção, apesar destes improváveis a celebre frase punish (punição) que o assassino falava antes de matar as vitimas tornou-se muito popular na época ajudando a compor o sucesso e a controvérsia de natal sangrento.
Com uma historia simples aliada a modestos efeitos e maquiagem (note as cenas de facadas aquela bisnaga que simula o sangue kkk), natal sangrento marcou também por freqüentar o seleto grupo dos grandes slashers produzidos nos anos 80, por estar nesta lista o longa traz memoráveis cenas de mortes, violência e claro: sexo, muito sexo em diversas situações diferentes, inclusive podemos reparar uma tara alucinada do diretor Charles E. Sellier Jr em mostrar seios femininos ao longo da projeção, a recíproca básica é que os seios a mostra traduzem a proximidade da morte da vitima na projeção, fato que não foge muito do que víamos na época, por estes motivos já citados a produção criou diversos inimigos públicos na mídia e fora dela, poderosos críticos norte-americanos como Siskel Hebert e Leonard Maltin definiram a produção como lixo e uma vergonha atribuindo zero estrelas ao longa, se não bastasse isso uma multidão de mães em todo o país norte-americano juntaram-se nas proximidades das salas de cinema que exibiam o longa para protestarem, a excessiva pressão fez resultado e a tristar pictures (estúdio responsável na época pela distribuição do longa por terras norte-americanas) retirou todas as copias dos cinemas pouco tempo depois, fato que não impediria que um distribuidor independente relançasse a obra nos cinemas pouco tempo depois, porem desta vez em um numero muito menor de salas e sem o estardalhaço da primeira vez.

 

Enfim, natal sangrento trata-se uma das excelentes produções slashers realizadas nos anos 80 e tem seu lugar cativo no gênero, assistido hoje seus efeitos já estão batidos e soam bem ultrapassados, ainda assim a historia continua chocante e os toques de humor negro da época dão um fôlego a projeção, pra quem tiver curiosidade (e paciência) longa ganhou nada menos que outras 4 seqüências das que selecionaria assistivel apenas a 2º parte que segue o mínimo de critério pegando rabeira na deixa final propositalmente filmada no desfecho deste original, no inicio de 2007 a screem gens anunciou que tentaria a contratação de Alexandre Aja para realizar um remake de natal sangrento para o ano seguinte porem o diretor com a agenda cheia preferiu não se comprometer com a direção e o roteiro do longa que desde então continua na geladeira, baseado nos últimos remakes que a screem gens lançou (proom night e april fools day) eu realmente espero que o remake de natal sangrento continue na geladeira por um longo período.


NATAL SANGRENTO

Titulo original: silent night, Deadly Night
Diretor: Charles E. Sellier Jr
Produtor: Ira Richard Barmak
Roteiro: Paul Caimi e Michael Hickey
Maquiagem: Perri Sorel
Efeitos especiais: Rick Josephson
Efeitos especiais de maquiagem: Karl Wesson
Elenco: Robert Brian Wilson (Billy Chapman) lilyan Chauvin (madre superior), Gilmer Mccomrck (irmã Margaret), Toni Nero (Pamela), Britt Leach (Mr Sims), Nancy Borgenicht (Mrs Randall), H.E.D Hedford (captain Richards)

quarta-feira, 30 de março de 2011

NOITE DE ARREPIOS (1986)

Sempre fui um grande admirador do gênero ‘terrir’, a arte de proporcionar um bom filme de terror (ou horror, tanto faz) mesclando pitadas grotescas de comédia escrachada ou cenas ou até tomadas inteiras de situações constrangedoras que se tornam engraçadas sempre foi algo admirável pra mim, porem não confundam..., o 'terrir' original jamais perde seu foco que é o terror, o sangue, as mortes, ou seja: não se deve destoar de um filme de terror seja ele convencional ou não, o cinema norte americano já concebeu inesquecíveis clássicos do 'terrir' como o saudoso 'a volta dos mortos vivos', a cultuada serie 'uma noite alucinante' (the evil dead), e o excelente 'palhaços assassinos do espaço sideral'.
Dentro deste gênero jamais poderia deixar de citar o divertidíssimo a noite de arrepios (night of the crips) de 1986, na verdade noite de arrepios trata-se de um filme bastante simples, sua historia é até bem batida, as questões de extraterrestres e humanóides que vem de outro planeta para infernizarem os pobres seres-humanos é algo que foi extremamente explorado pelo primórdio do cinema norte-americano nos anos 50 como a bolha (56) e plan 9 the outer space (54).
A grande sacada do diretor Fred decker foi em trabalhar todos estes aspectos como certa homenagem ao cinema arcaico de horror americano (o que fica nítido na introdução de noite de arrepios) e aliar este contexto a realidade atual da produção de 1986, a verdade dita é que essa bizarra mescla que tinha tudo pra dar em um filme horrível acabou por se tornar um dos grandes clássicos da época e um dos símbolos dos bons filmes de horror produzidos nos anos 80 até porque o longa traz tudo aquilo que você poderia esperar de uma boa produção da época, o garoto perdedor que terá sua chance com a garota top da escola que por sua vez namora com o garanhão e líder da fraternidade, assim e não poderia ficar de fora o melhor amigo do protagonista.



Embora os efeitos especiais concebidos nos monstros e vermes, e até nos ETs que aparecem ao longo da projeção estejam totalmente batidos em pleno século 21, o roteiro de noite de arrepios cheio de avenura e desventuras que acompanham muito mistério e claro, sangue a beça não podem deixar de ser conferidos, os destaques do longa ficam por conta da cena da preparação para a festa de formatura, sim aquelas mesmas festas batidas de formatura dos anos 80 que você cansou de ver em filmes como porkys e curtindo a vida adoidado, mas desta vez digamos que será uma visão um tanto bizarra (e claro divertidíssima), obvio que tantos juvenis no elenco não poderiam dar conta de acabar com este mal que vem de outro planeta, por isso que a produção tratou de trazer o, diga-se de passagem, batido ator canastra tom Atkins para dar vida ao mal encarado detetive Cameron, Atkins que já havia resolvido em outras produções de horror como a bruma assassina e o sofrível halloween 3 aqui gera um carisma interessante para o personagem e convence pelo contexto do filme, enfim, a noite de arrepios trata-se de um divertidíssimo filme e que merece ser visto e revisto.
A baixa fica por conta de que o longa nunca foi lançado por aqui, pelas minhas pesquisas não há no Brasil nem sequer um VHS de a noite de arrepios que possivelmente circule pelos sebos, então há duas saídas óbvias: ou você procura o longa em um shared pra baixá-lo o que não deve ser muito difícil, ou compra o DVD norte-americano através de um site internacional, eu tenho a edição especial de noite de arrepios e a recomendo para qualquer bom admirador de filmes de horror, pois há até um final alternativo que eu jamais havia visto, só não deixe de conferir este fantástico filme.

Noite de arrepios
(Night of the Creeps, EUA, 1986). 85 minutos
Direção: Fred Dekker
Roteiro: Fred Dekker
Elenco: Jason Lively (Chris Romero); Steve Marshall (J.C. Hooper); Jill Whitlow (Cynthia Cronenberg); Tom Atkins (Det. Ray Cameron); Wally Taylor (Det. Landis); Bruce Solomon (Sgt. Raimi); Vic Polizos; Allan Kayser (Brad); Ken Heron (Johnny);